Capitalismo Moderno e o Lixo Espacial: Devemos nos preocupar?

“Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança.” Stephen Hawking.

O ser humano é um ser nato e, mesmo sendo criado de forma tardia pelas teorias de existência e da criação divina, este mesmo criou meios a sanar suas próprias necessidades e, consequentemente, subordinou aos chegados e desprovidos de racionalização, criando um nicho abrangente para si; criando e se adaptando às mais diversas condições.

Acelerando a cronologia e a ordem do paragrafo anterior e chegando às fases capitalistas, podemos observar o sentido da frase dita por Hawking. Desde as atividades agropastoris até a presente colonização espacial, o ser humano teve de se adaptar a fatores relativos ao momento, como por exemplo, o aumento da demografia continental e respectivos problemas, como a produção de lixo, em geral.

Lixos espaciais e o problema do futuro:

Os resíduos espaciais são considerados uma ameaça pelo fato de serem intimamente influenciados pela gravidade.

Os detritos espaciais – também chamados de lixo espacial – são objetos criados pelo homem e que já não mais desempenham nenhuma função útil, objetos e equipamentos que congestionam o espaço em torno do
planeta Terra. Tais são extremamente nocivos a nossa integridade pois mesmos alguns sendo deteriorados pelas grandezas relacionadas, a maioria desses objetos volta para a Terra atraídos pela gravidade.

Apesar de seus efeitos deletérios à sociedade, ao meio-ambiente e ao futuro da exploração e utilização do espaço, a problemática do lixo espacial geralmente é um assunto esquecido nas discussões ecológicas (SOBREIRA, 2005). Existem diferentes tratados que visam a utilização consciente do ambiente espacial (MORENO, 2008), mas os mesmos, muitas vezes acabam sendo desrespeitados.

Colisões com resíduos:

A problemática do lixo espacial ganhou corpo de tal forma que o assunto foi destaque na Assembleia Geral das Nações Unidas, no ano de 1992.  Em 2.007, ocorreu a publicação das Diretrizes para a Redução dos Dejetos Espaciais, emitida pelo Comitê Técnico-Científico do COPUOS. Porém, o documento não possui caráter impositivo, sendo tão-somente um conjunto de recomendações aos Estados e organizações intergovernamentais que atuam no setor espacial (MORENO, 2008).

 

O acúmulo de dejetos em órbita pode acarretar uma série de consequências – todas negativas – à exploração espacial, à sociedade e ao meio ambiente. Isto é preciso ser tratado, pois a consequência mais grave é a própria reação em cadeia em se tratando de colisões no espaço, uma vez que um choque entre dois objetos certamente produzirá um número ainda maior de detritos.

Fonte: José Sinésio Rodrigues. LIXO ESPACIAL E SEUS RISCOS PARA O MEIO AMBIENTE E PARA A EXPLORAÇÃO ESPACIAL (http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2010/Geografia/art_lixo_espacial.pdf)