Feridas de diabéticos saram ou não saram?

Diabetes é uma doença muito presente no Brasil (já temos um post sobre o diabetes, clique aqui). Condensando, a diabetes pode ser adquirida por diversos fatores como o envelhecimento da população, o sedentarismo, e etc.; e tal é muito mortífera, sendo a  causadora de 4 milhões de mortes por ano, o que representa 9% da mortalidade mundial total. (BRASIL, 2006).
O diabetes pode estar associadas a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, e principalmente a irregularidade da viscosidade, ou densidade, do sangue.

A realidade é que o diabetes, do tipo mellitos, geralmente se caracteriza na deficiência e insuficiência de insulina no organismo. Numa linguagem simplista, a insulina tem o papel de permitir a entrada de glicose nas células, para posteriormente, esta glicose gerar energia.  No entanto, com a deficiência da insulina, a glicose não adentra às células ocupando espaço no interstício celular, tornando o sangue mais viscoso.

Feridas, lacerações e pé diabético:

com as feridas e lacerações, ocorre naturalmente o rompimento de vasos sanguíneos ali existentes, resultando num extravasamento de sangue. Tal situação mesmo pra nós mortais, sem o fator de cura do deadpool, do Wolverine ou mesmo o Hulk, seria capcioso pelo numero de microrganismos presentes na nossa pele e ambientes, tendo estes serem combatidos para a cicatrização (lembrando que o sangue é o tecido mais nutritivo do nosso corpo); mas como o sangue de um portador de diabetes tem glicose “a mais”, torna o processo de expulsão mais lento e consequente cicatrização lenta.

pé diabético, ferida exposta

O caso da ulceração do pé diabético está associada à doença vascular periférica e neuropatia periférica, frequentemente em combinação. Podendo ser complicada por uma infecção.

Fonte:
Diabetes mellitos. link (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diabetes_mellitus.PDF)
Pé diabético. link (http://www.scielo.mec.pt/pdf/ang/v7n2/v7n2a02.pdf)