Intolerância ao Glúten – Doença Celíaca

Doença celíaca

é a intolerância ao glúten. Glúten é uma proteína presente no trigo, cevada, centeio e seus derivados. Pessoas que não conseguem processar essa proteína são consideradas intolerantes ao glúten. Estas nascem com uma predisposição genética para o desenvolvimento dessa doença, que pode manifestar em qualquer fase da vida.

Grande parte dos alimentos industrializados contem glúten. Felizmente, a legislação brasileira obriga os fabricantes a especificarem quando o produto contem ou não o glúten, facilitando a identificação daqueles que devem ficar de fora da cesta de compras.

Os sintomas clássicos são: dor abdominal, diarreia, gases, distensão do abdômen, fraqueza, dificuldade de ganhar peso, mas também inclui-se queda de cabelo, impotência, lesões na pele, anemia, déficit no crescimento da criança e até mesmo infertilidade.

A Doença Celíaca pode se apresentar como clássica, não clássica e assintomática. A forma clássica da doença se inicia nos primeiros anos de vida e a não clássica manifesta-se mais tardiamente, e pode se acometer de manifestações isoladas como baixa estatura, anemia por deficiência de ferro refratária à ferroterapia oral, hipoplasia do esmalte dentário, constipação intestinal, osteoporose, esterilidade, artralgia e epilepsia associada à calcificação intracraniana.



E a D.C. assintomática, se obtém a confirmação da doença através deu um soro especializado para D.C., com manifestações em familiares de primeiro grau de pacientes celíacos.

 

Os principais métodos para diagnóstico da doença celíaca são:

Exames de sangue com dosagem de anticorpos específicos para a doença: antiendomísio e antitransglutaminase. E biopsia de intestino delgado, realizado durante uma endoscopia digestiva. É observada a atrofia da mucosa do intestino e o aumento das células inflamatórias (linfócitos).



O principal tratamento é a dieta com total ausência do glúten, quando a proteína é excluída da alimentação, os sintomas desaparecem. A maior dificuldade para os pacientes é conviver com a restrição alimentar. Porém, no caso de diagnóstico tardio, pode haver alteração da permeabilidade da membrana intestinal por longo período de tempo e a absorção de macromoléculas poderá desencadear quadro de hipersensibilidade alimentar, resultando em manifestações alérgicas.

Imagens: Pixabay