Linfogranuloma venéreo

Linfogranuloma venéreo

  • Causado pela Chlamydia trachomatis
  • Transmissão essencialmente sexual
  • Acomete mais homens 20-30anos
  • Existe portadores sãos
  • Popularmente conhecido como mula

 

Clínica:

  • Período de incubação : 3 a 32 dias
  • Aparecimento de uma pápulovesícula ou pequena erosão, principalmente em genitária externa, que em geral não é notada, pois cicatriza em poucos dias.
  • Manifestações gerais: febre, cefaléia,e prostração, podem preceder o envolvimento de linfonodos.
  • Adenopatia: surge após 1 a 3 semanas da lesão inicial

Homem: adenopatia inguinal subaguda, dolorosa, geralmente unilateral, recoberta por eritema.

Ocorre fusão de vários glânglios, formando uma massa volumosa (bubão ou plastão) que sofre necrose (amolece) em vários pontos, formando múltiplas fístulas, lembrando o aspecto de “bico de regador”, sinal da escumadeira.

Mulher: adenopatia ilíaca profunda, ou pararretais, assim o diagnóstico é feito mais tardiamente.

  • Pode ocorrer vulvovaginite, exocervicite, uretrite, proctite, retite, abscessos, ulcerações, fistulas, vegetações e elefantíase
  • Raramente causam manifestações extragenitais (língua, lábios etc)

 

Exames laboratoriais:

  1. Bacteriológico

– Exame direto das secreções ou pus aspirado de bubão – raramente é positivo

– Cultura – é a mais usada, tornando-se positiva em 3 dias

  1. Imunológico

-Detecção de anticorpos séricos anti-Chlamydia spp

-Reação de Frei – em desuso

– Reação de fixação de complemento: títulos >= 1:64 sugere infecção aguda

Torna-se positivo 1 a 3 semanas após início da doença – aumento de 4x ou mais o título inicial

– Microimunofluorescência – detectar IgM contra antígenos da Chlamydia

 

Diagnóstico Diferencial:

Lesão inicial: cancro duro, herpes simples e lesão traumática

Adenopatia: cancro mole, tuberculose ganglionar, linfoma, paracoccidioidomicose

Fase tardia: filariose, doença intestinal inflamatória, neoplasia, fístulas retais, hidroadenite supurativa, donovanose.

 

Tratamento: (mesmo sem tratamento a adenopatia tende a desaparecer em 2-4 meses, intercaladas por algumas exacerbações)

  • Antibioticoterapia:

Eritromicina  ou Tetraciclina – 500mg de 6/6 h VO, por 3-4 semanas

Azitromicina 1g VO, dose única, repetir 10 dias após

Contra-indicação: gravidez, infância , intolerância ou alergia – nesses caso pode-se usar doxiciclina, SMX, sulfadiazina, ou Tianfenicol

  • Cirurgia: os linfonodos que apresentam flutuação devem ser aspirados por agulha grossa, nunca devem ser drenados ou excisados. Casos avançados podem necessitar de amputação.

Devem-se tratar todos os parceiros sexuais dos últimos 30 dias anteriores ao início dos sintomas.