Marasmo: Desnutrição Infantil no Brasil

A Desnutrição é uma doença de natureza clínico-social multifatorial cujas raízes se encontram na pobreza. A desnutrição grave acomete todos os órgãos da criança, tornando-se crônica e levando a óbito, caso não seja tratada adequadamente.

No Brasil, apesar de estudos epidemiológicos indicarem que a prevalência da desnutrição energético-protéica (DEP) tem diminuído, a doença continua a ser um relevante problema de Saúde Pública no País, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, na área rural do Brasil e nos bolsões de pobreza das periferias das grandes metrópole.

Diagnóstico:

O marasmo pode ser facilmente diagnosticado, pois caracteriza-se por diminuição dos parâmetros com preservação das proteínas plasmáticas, como a albumina, até uma depleção grave. Algumas características do marasmo:

  • Emagrecimento acentuado apresentando grande redução de funículo adiposo;
  • Distrofia muscular de ombros, braços e pernas e distenção abdominal;
  • Escassez de gordura nas nádegas e coxas, aspecto de pregas na pele (aparência de estar usando pijamas ou calças folgadas);
  • Quadris estreitos em relação ao tórax.
Casos de Marasmo são cotidianamente registradas em regiões pobres e de alta demografia.

Problemas relacionados ao Marasmo:

A desnutrição infantil contribui, no continente americano, como causa associada em 28% dos
óbitos por doenças infecciosas ocorridos em menores de 5 anos. No Brasil, a taxa de letalidade
hospitalar das crianças com desnutrição grave internadas é de cerca de 20%.

Marasmo-Kwashiorkor:

A origem pode ser de um marasmo que entrou em déficit protéico ou um Kwashiorkor que passou a sofrer déficit energético. Estão presentes: retardo da estatura, do desenvolvimento neuro psicomotor e queda da resistência imunológica.

Segundo CHAVES, existe uma estreita relação entre a nutrição e o desenvolvimento do encéfalo. Ele ainda complementa que a desnutrição, incidindo no período de crescimento rápido do encéfalo, é altamente prejudicial à instalação das funções nervosas superiores e pode trazer deficiências intelectuais irreversíveis.

Tratamento:

O tratamento da desnutrição está intimamente relacionado com aumento de oferta alimentar, que deve ser feito de forma gradual em função dos distúrbios intestinais que podem estar presentes. Após a reversão deste quadro, fornecer dieta hipercalórica para a recuperação do peso da criança; corrigir distúrbios hidro-eletrolíticos, ácido-básicos e metabólicos e tratar das patologias associadas; obtenção de adesão da mãe ao tratamento, o que irá facilitar a recuperação da criança em menor tempo e com maior intensidade.

 

Fontes:

Nutrição e encéfalo. Link (http://iris.paho.org/xmlui/bitstream/handle/123456789/10984/v71n1p21.pdf?sequence=1).

Avaliação do Estado Nutricional. Link (https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/707/719).

Desnutrição Proteico-Calórica. Link (http://www.hospvirt.org.br/enfermagem/port/desnutri.htm).

MANUAL DE ATENDIMENTO DA CRIANÇA COM DESNUTRIÇÃO GRAVE EM NÍVEL HOSPITALAR. Link
(http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_desnutricao_criancas.pdf).