Determinismo

Determinismo é a crença de que todos os eventos, inclusive escolhas humanas (v. livrearbítrio ), são determinados ou causados por outro. Os defensores dessa visão acreditam que escolhas humanas são 0 resultado de causas antecedentes, que por sua vez foram causadas por causas anteriores.

Tipos de determinismo.

Há dois tipos básicos de determinismo: naturalista e teísta. Deterministas naturalistas incluem 0 psicólogo comportamental B. F. Skinner, autor de Beyond freedom and dignity [Além da liberdade e dignidade] e Beyond behaviorism [Além do behaviorismo]. Ateu (v. ateísmo), Skinner escreveu que todo comportamento humano é determinado por fatores genéticos e comportamentais. Nessa teoria, humanos são como um pincel nas mãos de um artista, apesar de em sua opinião 0 “artista” ser uma mistura de manipulação societária e acaso. O ser humano está à mercê dessas forças, simplesmente como instrumento por meio do qual elas se expressam. A versão teísta dessa visão insiste em que Deus é a causa final que determina todas as ações humanas. Bondage o f the will [A escravidão da vontade], de Martinho Lu tero, e Freedom o f the will [Liberdade da vontade], de Jonathan Edwards, são exemplos desse determinismo teísta. Trata-se da visão defendida por todos os calvinistas ferrenhos.

Argumentos a favor do determinismo.

O argumento da possibilidade alternativa.

Todo comportamento humano é não causado, autocausado ou causado por outra coisa. Mas 0 comportamento humano não pode ser não causado, já que nada acontece sem uma causa. Além disso, ações humanas não podem ser autocausadas, pois nenhuma ação pode causar a si mesma. Para isso, teria que ser anterior a si mesma, 0 que é impossível. A única alternativa restante, então, é que todo comportamento humano é causado por algo externo a ele.

O argumento da natureza da causalidade.

Edwards argumentou com base na natureza da causalidade. Ele raciocinou que, já que 0 princípio da causalidade (v. CAUSALIDADE, PRINCÍPIO DA J PRIMEIROS PRINCÍPIOS ) exige que todas as ações sejam causadas, então é irracional afirmar que coisas surgem sem uma causa. Mas para Edwards uma ação autocausada é impossível, já que a causa é anterior ao efeito, e algo não pode ser anterior a si mesmo. Portanto, no final das contas, todas as ações são causadas pela Primeira Causa (Deus). “Livre-arbítrio” para Edwards é fazer 0 que se quer, mas Deus dá os desejos ou afeições que controlam a ação. Logo,
todas as ações humanas são determinadas por Deus.

O argumento da soberania.

Se Deus é soberano, então todas as ações devem ser determinadas por ele (v. Deus, natureza de). Se Deus controla tudo, então ele deve ser a causa de tudo. Senão, não controlaria tudo.

O argumento da onisciência.

Alguns deterministas argumentam com base na onisciência de Deus. Pois, se Deus sabe tudo, então tudo que ele sabe deve acontecer conforme sua vontade. Se não fosse assim, Deus estaria errado sobre 0 que soubesse. Mas a Mente onisciente não poder estar errada sobre o que sabe.

Uma resposta ao determinismo teísta.