Intoxicação alimentar: O terror dos carrinhos de lanche e fast foods

Este é um dos métodos mais fáceis de se contrair uma infecção. Tal informação pode ser afirmada pela facilidade de contaminação de alimentos, principalmente com alimentos expostos a céu aberto, sem refrigeração, sem higiene, e armazenados em lugar inapropriado.

Com base em surtos ocorridos com estas coisas, atualmente corre uma forte vigilância sobre produtos alimentícios e o seu preparo, pois como supracitado, a facilidade na contaminação nestes casos é acessível e com certeza estas geram mais gastos ao poder público.

Micróbios e o corpo humano

A dinâmica da Intoxicação é bem simples neste caso.

O alimento contaminado é triturado e deglutido pela nossa primeira porção do sistema digestivo, se encaminhando pelo esôfago até o estômago. Só que os micróbios que estão naquele alimento, agem neste momento e nessa localização especial, determinada como local trópico para o desenvolvimento e ação de determinados seres.

O grande fato é que a intoxicação alimentar age diretamente no trato gastro-intestinal desequilibrando a flora normal do organismo e causando danos devido as toxinas ou mesmo pela ocupação espacial.

Dentre esses microrganismos destacam-se a Salmonella, a Shigella e alguns parasitas como amebas e giardia.

Shigelose


Muitos microrganismos produzem os mesmos sintomas, o que torna o diagnóstico clínico um pouco difícil. mas os sinais e sintomas mais comuns em intoxicação alimentar são:

  • náuseas;
  • vômitos;
  • dores abdominais;
  • diarreia;
  • falta de apetite;
  • febre.

Salmonelose

Os sintomas são semelhantes a outros problemas gastrointestinais, mas são confirmados por meio de exames de sangue e fezes, além da análise clínica do médico, conforme cada caso. 

Os principais sinais e sintomas da infecção por Salmonella (salmonelose não tifoide) são:

  • Diarreia.
  • Vômitos.
  • Febre moderada.
  • Dor abdominal.
  • Mal estar geral.
  • Cansaço.
  • Perda de apetite.
  • Calafrios

Salmonella pode ser prevenida por meio da adoção de  medidas de controle em todas as etapas da cadeia alimentar, desde a produção agrícola até o processamento, fabricação e preparação de alimentos, tanto em estabelecimentos comerciais quanto nas residências.

Em casa, as medidas preventivas para Salmonella são semelhantes àquelas usadas contra outras doenças transmitidas por alimentos.

O contato entre bebês ou crianças pequenas com animais de estimação que podem estar transportando Salmonella (como gatos, cães e tartarugas) precisa de supervisão cuidadosa.

Cólera

A transmissão de cólera é fecal-oral e ocorre basicamente pelo contato com água e alimentos contaminados com fezes ou pela manipulação de alimentos por pessoas infectadas.

As principais formas de infecção pela bactéria da cólera são pelo consumo de alimentos contaminados, como:

  • água;
  • frutos do mar;
  • crustáceos;
  • moluscos;
  • peixes;
  • algas;
  • aves aquáticas;
  • frutas e legumes crus;
  • grãos (arroz, milho etc);

Os principais sinais e sintomas da cólera são:

  • Diarreia.
  • Náuseas e vômitos.

A desidratação em decorrência da perda de líquidos pode levar a outros sintomas, como por exemplo:

  • Irritabilidade.
  • Letargia. (inconsciência)
  • Olhos encovados.
  • Boca seca.
  • Sede excessiva.
  • Pele seca e enrugada.
  • Pouca ou nenhuma produção de urina.
  • Pressão arterial baixa.
  • Arritmia cardíaca.
  • Desequilíbrio eletrolítico (perda de minerais do sangue)

Essa perda de minerais no sangue ainda desencadeia uma série de outros sintomas, como:

  • Cãibras musculares.
  • Choque.

Parasitoses: Amebíase

Sintomas: Diarreias com sangue e muco.

Transmissão: Ingestão de alimentos contaminados por cistos do protozoário.

Giardíase

GIARDÍASE

  • Infecções no intestino delgado e diarreias.
  • Desidratação.
  • Doença muito comum em crianças de creches públicas.
  • Transmissão pela ingestão de água e alimentos contaminados com os cistos da Giardia.

OBS: Lembrando que não é uma “bactéria” no vídeo.

Fonte: Ministério da Saúde – Brasil.

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