Violência contra mulher, CASOS REAIS

Violência contra mulher: Dois terço das denuncias de violência contra as mulheres registradas no Brasil é ocasionadas por atuais ou ex-companheiros, cônjuges, namorados ou amantes da vítima.

violência contra mulher
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A central de atendimento da mulher, o ligue 180 da Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), registrou mais de 67000 relatos de violências, onde 67% aconteceram em um relacionamento heterossexual.

Em mais 40% dos casos, a relação durava há mais de 10 anos, e quase 40%, a violência é diária.

 

Maria da Penha, Violência contra mulher:

 

Segundo a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), violência doméstica e a agressão física, o sofrimento psicológico, como o isolamento da mulher, o constrangimento, a vigilância constante e o insulto, entre outros comportamentos agressivos e machistas.

 

Também, há a violência sexual, que é configurada pela tentativa de manter relação sexual não desejada por meio da força, forçar o casamento ou impedir que a mulher use de métodos contraceptivos; e a violência patrimonial, como a destruição ou subtração dos seus bens, recursos econômicos ou documentos pessoais.

Casos reais de Violências contra mulheres

Luciana Andrade – Foz do Iguaçu PR

Eu sofri violência quando eu tinha 17 anos de um namorado meu.

No começo ele era muito cuidadoso,carinhoso,se mostrava um amor de pessoa,depois fui ver que não era assim.

A primeira vez que ele me bateu ele estava muito bêbado, e me deu um tapa na cara, porque ele não havia gostado do que eu disse pra ele.

No momento fiquei muito apavorada, desci do carro e queria ir embora de táxi, mas ele me ligou e eu voltei pra ele.
Na outra vez que ele me bateu foi em uma discoteca na frente de todos porque eu havia perdido um cartão que dá acesso a conta da boate.

Eu chorei muito, e os amigos dele queriam me levar embora mas eu acabei perdoando ele mais uma vez.

Continua a violência contra mulher

Violência contra mulher

Ele começou a se mostrar mais agressivo, qualquer coisa gritava muito comigo, me tratava muito mal, eu emagreci muito, passo mal, tenho problemas nervosos, preciso tomar remédios controlados por causa disso.

Ele começou a me ameaçar, eu não podia sair de casa, não podia ter amigos, não podia fazer nada.

O ruim é que eu não tive coragem de contar a ninguém o que acontecia comigo, sempre fingia estar feliz, o que foi um grande erro porque na verdade eu sofria muito.

Eu não conseguia me desfazer dele, mas fui criando coragem aos poucos, ignorando ele, me desprendendo, e consegui finalmente ficar livre.

Hoje ainda tenho algumas complicações mas estou me recuperando muito bem.

Não aconselho ninguém a perdoar a violência na primeira vez, porque depois fica muito mais difícil conseguir.

A minha família não sabe do acontecido, eu não fui corajosa o suficiente para denunciá-lo mas se voltar a acontecer comigo, eu não pensarei duas vezes. Não quero ter o mesmo sofrimento que eu já tive.

Referências:Fale sem medo